terça-feira, 24 de janeiro de 2012

POESIA DE AMIGOS (I)

     Muitos dos meus amigos são poetas. Alguns escrevem, outros não. Alguns publicam ou já publicaram e outros nunca se atreveram. Várias publicações independentes - mimeografadas, xerocadas ou acabamento completo – encontram-se em minha biblioteca e gostaria de compartilhá-las, mostrando como, do fundo empoeirado de uma página, a matéria poética volta a reluzir, sempre que tocada.  


Edilane, Bruno e Rose - Serra do Cipó, circa 1996

     O primeiro é de Bruno Flávio Lontra Fagundes e foi extraído de publicação sem título de 1980:

Inda resta um punhado de sol!
Choveu ainda agora
não sentes a terra úmida
e as flores , não vês
se vestem de perfumes, escondidas ainda,
sairão já não vês?

Pra lá é Minas!
Conheço seus campos, seu cheiro de montanhas,
seu gosto de saudades

Rapaz,
ainda resta um punhado de sol, resta sim.
(semear os campos, colher as estradas, estrelas)
sair cantando as luas
a poesia dos corações distraídos.
Pois assim e somente assim
seremos invencíveis.







Chapada de Santana, município de Ouro Preto, Minas Gerais




     Quanta insouciance! Sobretudo quando nos lembramos que 1980 era uma época libertária, com a ditadura militar agonizando e os novos rumos do Brasil apenas se insinuando. O ideário dos 60 e 70 ainda fazia escola, mas nada disso se faz sentir neste poema. O que sobressai aqui é o vigor juvenil e a confiança na vida, embasados em uma certa “mineiridade”, a saber, uma divagação melancólica sobre os temas da natureza e dos sentimentos do interior.
O segundo é Poesia de João Batista Martins, extraído do (ótimo) livro Tempos Vagabundos de 1998:

Tudo é matéria
Abismo ou espaço
Semente ou desejo
Porrada ou beijo.

Tudo é matéria
Terra e fogo
Lua e vento
Olhar e traição.

De tudo retiras
A matéria fina
Que te anima. 







Reunião de poetas, loucos e afins no final dos anos 90 em Belo Horizonte. O bravo João Batista é o que traz a mulata no colo.






    Tratamento universal do tema da inspiração poética, um poema réussi, bem realizado. O que mais vejo nele? Resquícios da poesia de rua da geração mimeógrafo dos anos 70, capaz de garimpar lampejos de beleza nas frestas do concreto da cidade moderna, a concisão dos concretistas e de Paulo Leminski e o equilíbrio do todo, mostrando que o poeta tem consciência do seu papel e não se desespera.
©
Abrão Brito Lacerda

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

BORGEANA




            Meu colega Emerson Matutti disse certa vez:
            - Cuidado com a Heneda, ela grita na hora da transa. Pode comer qualquer mulher aqui, mas fuja da Heneda. Você corre o risco de broxar feio.
            Não lhe dei ouvidos.
            O Emerson exagerava as coisas, via tragédia em acidente de carrinhos de rolimãs e vivia cantarolando a música do Cazuza: “Será que eu sou medieval?”
            - Se for convidado ao quarto dela, não aceite – acrescentou. - Ela acende incensos, finge meditar. Depois te agarra, incontinenti.
De modo que não me surpreendi quando estava no banho e alguém bateu à porta, eu perguntei quem era e uma voz feminina respondeu do corredor:
            - É a Heneda!
Naquela moradia, refúgio de estudantes pobres de variada plumagem, uns loucos, outros aprendizes, o diálogo era perfeitamente normal:
            - Quem está no banho?
            - É o Carlos.
            - Estou com pressa. Posso tomar banho com você?
            Não hesitei em abrir-lhe a porta. Tampouco recusei a ensaboar-lhe o pescoço, as espáduas, os lisos músculos lombares, o bumbum...
Ela usou e abusou do meu xampu, esnobou meu sabonete - “Lux! Que lixo!” -, mas, ao ver que aquela brincadeira estava produzindo alterações em minha anatomia, disse que estava atrasada para uma prova de geografia.
Antes de sair, porém, fez o convite:
            - Às onze horas, no quarto 16.     
            Terminei o banho no assobio, troquei-me e rumei para a faculdade, localizada na parte alta da cidade.
Era pontual para a aula que começava às 18h30, mas não assistia necessariamente à última, que terminava às 22h30. Após uma passagem pelo Bar do Gordo, muitos se recusavam a dedicar sua preciosa matéria cinzenta a outro ofício que não fosse beber, filosofar ao vento e paquerar. Esticada obrigatória no Bar do Lulu, algumas quadras acima e, lá pelas tantas, retorno à Moradia Estudantil Borges da Costa, onde a festa continuava.

            

        Naquela noite, contudo, eu não iria ao Bar do Lulu. O quarto 16, Ala das Voluntárias, estava no centro dos meus pensamentos.
            Desci até a Praça da Savassi  e, por falta de ocupação melhor,  juntaram-se em minhas ideias a Heneda e a advertência do Emerson (“Você corre o risco de broxar feio”), que tomei, mais uma vez, por pilhéria. 
Na praça, encontrei Aloísio, um cara excêntrico que gostava de Beethoven e Jimmy Hendrix; ele me convidou para tomar licor Stregga com conhaque Bonaparte (“Tem que ser o francês!”) e fomos procurar um estabelecimento que servisse o refinado coquetel. Encontramos um bar na Rua Sergipe, sentamo-nos ao balcão e eu lhe falei do meu encontro de mais tarde:
- A Heneda é morena, tipo mignon, tem seios pequenos e pernas roliças.  
- Uau! E por que você está tão nervoso?
- Um amigo me advertiu que ela grita na hora H. Parece que mais de um carinha já broxou.
- Ha! Ha! Ha! Que homem não gostaria de fazer a mulher gemer assim?!
            - Gemer não é gritar.
            - Dá no mesmo. É como o raio e o trovão.
            - Já pensou se ela começa realmente a gritar? O que eu faço?
            - Peça pra ela morder o travesseiro - é assim nos filmes. Mais um conhaque?
            - Só mais um, então.
            Cheguei na moradia e fui direto a meu quarto. Passei por festa no porão e também no jardim, animação habitual para uma sexta-feira. Dei a volta sob os arcos, atravessei a antiga cozinha e rumei para a Ala das Voluntárias - mas não fui o primeiro. Ao virar no corredor, ouvi gritos, muitos gritos, tão fortes que atraíram outros moradores. Parecia uma ópera canibalesca, com a heroína sendo chicoteada por primatas. Não durou mais do que trinta segundos e foi seguido de um pranto igualmente intenso e liberador. 


                    Disseram depois que o Francisco broxou por seis meses e, inclusive, precisou de terapia.
Mas de onde saiu esse Francisco, se não pude agradecer-lhe por ter vivido a história por mim? Como ousou meter o nariz onde não fora chamado? Não o culpo por sua audácia, porém, eu teria feito o mesmo.
            Quanto a Heneda, ela continuou a me lançar olhares molhados. Não nego tê-la ensaboado outras vezes, mas não quis contribuir para seu prazer - e muito menos para sua dor. 
©
Abrão Brito Lacerda
25 01 15

        





quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

A APRENDIZAGEM DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS




Qualquer que seja o motivo para se aprender uma segunda ou terceira língua, razões profissionais ou pessoais ou ambas, adquirir tal habilidade significa ampliar substancialmente a capacidade da própria inteligência. Além disso, trata-se de uma atividade prazerosa e estimulante e até mesmo um jogo e uma brincadeira. 
Já que a necessidade de se aprender uma ou mais de uma língua estrangeira é indiscutível, a questão que se coloca é COMO APRENDER - como escolher entre os vários métodos e estratégias propostos e como desenvolver sua própria maneira de aprender. A criança e o adolescente não vão obviamente se colocar esta indagação, mas entendo que o adulto deve fazê-lo.
Para a maioria, basta iniciar um curso com um professor ou em uma escola qualquer. Mas eu particularmente entendo, e é um ponto sobre o qual insisto com meus alunos, que é fundamental desenvolver suas próprias estratégias de aprendizagem, ou seja, é preciso aprender a ser independente, o quanto antes possível. É com este propósito que desenvolvo as reflexões a seguir, todas baseadas em minha própria experiência e sem nenhum objetivo acadêmico.
Há sem dúvida várias maneiras de aprender, mas todas são sempre determinadas por alguns fatores. Assim, para iniciar, vamos dizer que a aprendizagem está relacionada a quatro fatores, que chamaremos de “os quatro Rs da aprendizagem”. Note que tais fatores se referem não apenas à aprendizagem de uma língua estrangeira, mas à aprendizagem de uma forma geral.
Não é difícil inferir. Quais seriam esses 4 Rs, leitor?
São: Recursos, Repetição, Regularidade e Relaxamento.
Você provavelmente achará esta denominação arbitrária e ela o é. Há várias outras possíveis. Poderíamos falar dos fatores ligados à letra M, por exemplo. Mas eu gosto do R.
Para se aprender, é preciso possuir os RECURSOS – que recursos são esses?
É importante ressaltar que, neste aspecto, todos, a menos que tenham problemas mais graves, possuem os recursos de primeira ordem e os mais importantes em igual proporção: os de natureza mental. Mas esses recursos, que existem em estado potencial, precisam ser desenvolvidos e usados. Precisam ser “estimulados”.
Embora isto seja óbvio, nem sempre nos atentamos a esta realidade que constitui os imensos recursos mentais que possuímos - a inteligência em potencial. Preferimos em geral dizer que “fulano é inteligente” ou que “cicrano tem facilidade”, sem nos darmos conta de que todos somos inteligentes, todos dispomos das faculdades necessárias para levar a cabo com sucesso nosso propósito de aprendizagem.
As qualidades que diferenciam as pessoas não estão, pois, relacionadas a um grau maior ou menor de inteligência ou de “facilidade”, mas sim a fatores como vontade, perseverança, disciplina, paciência (refiro-me à “paciência inteligente”, assim entendendo aquela que faz trabalhar e colher o fruto no momento certo).
Podemos também falar dos recursos de natureza material: instalações, equipamentos, livros, lápis, computador, internet, TV. Há um recurso, por exemplo, do qual quase ninguém suspeita: o rádio. Ouvir rádio, no computador, na TV por assinatura ou mesmo em um transistor, é um ótimo auxiliar na aprendizagem de uma língua. E de graça. Hoje, é possível estar em sintonia com praticamente qualquer língua e há programas transmitidos de outros países em português, os quais sempre oferecem aulas de idiomas.
O segundo “R” é o da REPETIÇÃO. Aprender é, essencialmente, REPETIR. É preciso ler, ouvir e fazer mais de uma vez para se aprender de fato. É repetindo que aprendem as crianças, por exemplo, que adoram ouvir a mesma história várias vezes. Repetir significa também treinar e aperfeiçoar. Outro exemplo que observamos também nas crianças.
Nem sempre nos atentamos à importância da repetição. Alguns sentem até vergonha, por exemplo, em pedir ao professor para repetir, sobretudo quando se trata de repetir mais de uma vez. E quando falamos da aprendizagem – nossa própria ou de outro – em geral omitimos as inúmeras repetições que fizemos antes de adquirir alguma desenvoltura em uma língua. No entanto, os professores têm consciência desta realidade, pois em seu dia-a-dia, repetem basicamente os mesmos conteúdos, apenas variando a forma.

Contudo, o número de repetições necessárias varia de acordo com o individuo, e este costuma ser um fator que determina diferenças entre o tempo de aprendizagem de cada um. Uns aprendem com uma repetição, outros precisam de várias. Os adolescentes são muito ágeis nisto, processam a informação com rapidez e já querem passar para algo novo.
Quanto mais repetições, mais tempo obviamente é gasto na aprendizagem. Neste campo cada um deve descobrir seu próprio perfil e desenvolver suas estratégias de repetição, aquelas que lhe são mais agradáveis. Uns escrevem, outros ouvem, outros lêem, uns colocam o livro ou o caderno debaixo do travesseiro e assim por diante... Há mesmo quem diz repetir sonhando – mas eu, particularmente, nunca consegui isto!
À repetição associamos o ato de RECORDAR ou TRAZER À LEMBRANÇA.
Aprender é recordar, trazer à memória os conteúdos assimilados, de modo a tê-los sempre à disposição, prontos para uso. A mente precisa ser estimulada contínua e regularmente. É fácil perceber que, ao ativarmos continuamente nossa mente, a mantemos ágil e evitamos, por exemplo, o esquecimento, uma deficiência das quais todos se queixam.
Para não esquecer, é preciso simplesmente... lembrar! Isto parece óbvio, mas exige exercício e disciplina e, naturalmente, toma tempo. Porque a mente, deixada por si mesma, gosta de divagar, de se desgarrar de motivo em motivo, sem se fixar em nada. Acrescente-se a isso a tendência generalizada de se ocupar de coisas fúteis e depois queixar-se de falta de tempo. O processo de constituição da autonomia que toda aprendizagem exige não avança sem uma escolha objetiva no que se refere ao emprego do tempo.
Não se deve, contudo, repetir a esmo, sem uma determinada REGULARIDADE. É preciso que haja um espaço de tempo mais ou menos uniforme entre as repetições. Esta regularidade facilita a conexão com o conteúdo anterior, estabelecendo-se a seqüência.
Além disso, o estímulo precisa ser renovado em intervalos regulares, de modo a que não haja interrupções. Se começamos e paramos, perdemos impulso, energia, tempo e dinheiro. Se mantemos um ritmo, ainda que lento, garantimos o progresso. Não conheço exceção a esta regra.
Enfim, é preciso lembrar a seletividade da memória, que sempre descarta os conteúdos que não estão sendo usados em favor de outros mais exigidos. Isto explica parte das dificuldades que um adulto, com hábitos já formados, tem em iniciar a aprendizagem de uma língua. Se alguém só pensa em trabalho, por exemplo, vai ser difícil acostumar-se a pensar em algo novo.
Repetição e regularidade ligam-se igualmente ao TEMPO e à DISCIPLINA.
Toda a aprendizagem acontece no tempo e cada um possui seu tempo pessoal, seu ritmo de aprender, que precisa ser descoberto. Isto pode parecer difícil inicialmente, pois vivemos num sistema que quer disciplinar a todos de modo a viverem no mesmo tempo e ritmo, seja para o trabalho, seja para o lazer.
A disciplina costuma ser um divisor de águas entre sucesso e fracasso. Não há dúvida de que todo esforço concentrado e consciente (sabendo o que queremos e porque o fazemos) produz resultado. Quem consegue mobilizar suas energias e evitar a dispersão, mantendo firme seus propósitos, colhe os frutos desse empenho.
Quanto ao RELAXAMENTO, que poderíamos chamar igualmente de LÚDICO ou PRAZER – só que nem lúdico nem prazer começam com R! -, ele implica na quebra da tensão física e mental, o que permite à mente e ao corpo recuperarem a energia desprendida. Ele permite interromper a série repetitiva e quebrar a rotina (que a Repetição e a Regularidade, por exemplo, podem criar), inserindo outras possibilidades, pois a atenção se volta para outras coisas, de preferência prazerosas.
Se perguntarmos ao nosso redor, “o que você entende por descansar?”, provavelmente a maioria dirá que se trata de interromper a atividade, não fazer nada. No entanto, eu entendo que relaxar e descansar não significam não fazer nada e sim mudar de atividade. Em geral quem não faz nada vive cansado, pois o ócio afrouxa as energias internas. Isto pode ser facilmente constatável.

COMO aprender constitui um campo de muitas opções, cada um se adapta a um método: (oral, escrito, audiovisual, interativo – internet), além de haver várias formas de estudar.
Do mesmo modo, a VELOCIDADE e o RITMO são pessoais, ainda que se trabalhe em grupo. O importante é descobrir seu próprio ritmo e procurar tirar o melhor proveito deste, buscando, não obstante, sempre ampliar e acelerar.
Quando comecei a estudar línguas, por volta dos 20 anos de idade, não tinha a menor facilidade. Adquirir uma primeira língua estrangeira para uso fluente, no caso, o francês, foi muito difícil, pois havia um abismo entre minha realidade e a desta língua. Ao passar para a segunda língua – o inglês – senti menos dificuldade, pois já tinha passado por várias adaptações (do português para o francês) e era mais flexível. Quando decidi incorporar uma terceira língua, o espanhol, já pude me beneficiar de toda a experiência adquirida antes e o fiz com muito maior eficiência e em muito menos tempo.
O quê constitui esta EXPERIÊNCIA adquirida?
             Há alguns fatores que eu entendo serem determinantes e sobre estas gostaria de falar para encerrar este texto.
       Em primeiro lugar, o procedimento metódico. Estudar com MÉTODO, e não de qualquer maneira. Ainda que estude só, devo ter dia e hora para fazê-lo e estabelecer objetivos a serem cumpridos, por aula, por mês, por semestre.
       Em segundo lugar, a busca da autonomia e da independência. Isto significa ser dono de sua própria aprendizagem, ao invés de esperar que o professor, por exemplo, o seja.
       Há ainda o princípio da ANALOGIA que rege todos os processos naturais e mentais. Ou seja, aprendemos algo em relação a algo mais e com base em modelos e exemplos.
Ao aprendermos uma primeira língua estrangeira vamos comparando-a com o português e descobrindo as semelhanças e diferenças. Ao passarmos à segunda o campo comparativo se amplia, pois já temos uma cultura mais vasta. Quanto maior a capacidade de estabelecer analogias, mais fácil e rápida a aprendizagem. Um pequeno exemplo: em espanhol, a expressão “Ao se sentir feliz”, corresponde a “Al sentirse UNO feliz”, que é semelhante ao inglês “When ONE feels happy” e ao francês “Quand ON se sent heureux”. Estas três línguas têm um elemento em comum para esta frase (uno, one, on) que não existe em português, contudo, em português e em espanhol usamos a mesma expressão de tempo (ao, al), que não é admitida no inglês e no francês.
Outro fator é a aplicação de ESTÍMULOS para mover a vontade e garantir o desenvolvimento pessoal. Este constitui um capo vasto e complexo e fica para cada um buscar as fontes dentro de si mesmo.
É comum esperarmos que o estímulo venha de fora, do professor, de um amigo ou de um livro. Mas podemos gerá-lo dentro de nós mesmos de forma totalmente independente, enquanto parte daqueles recursos mentais que mencionei inicialmente. Um pensamento estimulante se liga a outros por analogia e afinidade e logo temos um circuito completo capaz de iluminar nossa inteligência.
Em meu entendimento, os grandes gênios são providos deste estímulo incansável, que os fazem trabalhar dia e noite. Esta é a fonte de sua “facilidade”.
Enfim, algo que considero igualmente relevante: a POSTURA DE APRENDIZ. O que quero dizer com isto? – Simplesmente, gostar de aprender, manter viva a curiosidade infantil, aberta a tudo, e brincar um pouco com o que se aprende. Rir dos erros que se cometem, não dar demasiada importância à própria imperfeição, pois esta constitui algo temporário. Em pouco tempo, sem sentir, já nos brindamos com algo da perfeição que temos como ideal.


©
Abrão Brito Lacerda
           11 12 14